Fila para financiamento da casa própria na Caixa atinge R$ 20 bilhões; banco estuda alternativas
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Fila para financiamento da casa própria na Caixa atinge R$ 20 bilhões; banco estuda alternativas

A Caixa Econômica Federal enfrenta uma fila de contratos pré-aprovados de R$ 20 bilhões para financiamento imobiliário com recursos da poupança, mas possui apenas R$ 3 bilhões disponíveis para este ano. Para garantir taxas de juros competitivas aos interessados, o banco está ampliando a validade desses contratos pré-aprovados até março de 2025.


Segundo Inês da Silva Magalhães, vice-presidente de Habitação, a Caixa aumentou o prazo de validade desses contratos para evitar o cancelamento das operações. "Não queremos derrubar as operações em curso", afirmou. No entanto, clientes têm relatado atrasos para concretizar contratos com juros de 12%, pois a meta de R$ 70 bilhões de recursos para 2024 já está praticamente esgotada.


Desde novembro, a Caixa restringiu o uso de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que agora só financia imóveis de até R$ 1,5 milhão. Além disso, o valor financiado caiu: pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), a Caixa cobre até 70% do imóvel (antes 80%); já pelo sistema Price, financia até 50% (antes 70%). Cada cliente também está limitado a um financiamento ativo.


Magalhães explica que nem todos os contratos pré-aprovados se tornam financiamentos, pois dependem de avaliação dos imóveis como garantia. Marcos Brasiliano Rosa, vice-presidente de Finanças, destacou que a limitação dos recursos da poupança afeta todo o setor, não apenas a Caixa, que detém quase 70% do mercado de financiamento imobiliário e 37,4% da poupança.


Novas fontes de captação


A Caixa busca alternativas para manter o financiamento imobiliário, como redução do depósito compulsório em 5%, que segundo o banco teria impacto imediato sem afetar a inflação, mas precisa de aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN). Outras possibilidades envolvem atrair investidores institucionais, como fundos de pensão, para o setor habitacional.


Para Magalhães, embora o SBPE e o FGTS sejam fundamentais, já apresentam sinais de esgotamento. "Temos que buscar alternativas para diversificar o funding", afirmou.



Fonte:

https://exame.com/mercado-imobiliario/fila-de-espera-para-financiar-casa-propria-na-caixa-chega-a-r-20-bilhoes-e-banco-busca-alternativas/

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